PARA MEU AMIGO CARLOS MOURA
Meus escritos vão ficando cada vez menores
mais raquíticos
pequenininhos, franzinos de dar dó,
e qualquer dia desaparecem
sem que ninguém se dê conta
nem uma beata senhora lhes ofereça
a missa inefável de sétimo dia.
e eu direi, me afogando na lama poética,
algo que desconfio alguém já disse por aí
"pai, por que me abandonaste ?"
e será muito tarde e supérfluo ouvir a resposta
que nem Ele ouviu.
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