Eu fiquei pensando quando li o teu
poema
que a nossa dor, pequena ou grande,
é só nossa, intransferível,
insubornável, incorruptível.
Dura para sempre. A gente passeia pelo mundo, conhece outras
cidades, outra
gente, outras paisagens. E ela está lá, vai junto.
Encoberta pelo nosso sorriso, camuflada, disfarçada em mil
pedaços, ela está
lá.
A amiga pode chegar, sem palavras, acarinhar nossas mãos,
nos olhar nos olhos e ela
está lá,
inconfundível.
Ela estará lá sempre. Ferida aberta que não cura nunca.
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