te ensinei o nome dos ossos do corpo humano
te ensinei o nome de cada osso da minha mão direita que apertava a tua mão
e rimos muito disto
porque não querias largar a minha mão.
Te ensinei os poemas do Bandeira, do Drummond
e te rias muito do som estranho das palavras
diferentes da tua língua.
Te mostrei encantamento do Quintana e choraste
choramos muito disto.
E tu me ensinaste, quantas vezes !...
a te esquecer
e eu mau aluno não aprendi
e quantas vezes, sozinho, chorei por isso.
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