como toda rotina, é besta.
Ficamos toda manhã, eu e minha gata sialata,
metade siamesa, metade vira-lata,
(amo mais seu lado desvalido)
ouvindo Corelli e suas belas composições para violino.
Minto para ela que é Brahms
o favorito dela.
Desconfio que ela sabe que estou mentindo
finge que é enganada
e diante da vaziez do mundo que me sufoca
imagina que na minha idade
mereço (afinal) ser feliz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário