(quem me dera)
"o poeta é um fingidor"
Mas eu finjo sempre
finjo que não choro
que não sofro
quando as mulheres que amei foram embora
o mundo desabou sobre mim
fingi que não senti nada
limpei a poeira e segui adiante
pedaços de mim
fingi que ia inteiro.
Também quando me deixaste
fingi que estava acostumado
beijei teu rosto, levemente a tua boca,
dinamarquesa dos olhos azuis
(Daí em diante vi azul em tudo)
bebi tuas lágrimas
e ainda hoje sinto a acidez do teu pranto
quando choro és tu que choras.
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