Um dia, breve, vou contar a história do mundo,
a minha história,
o meu mundo pobre
sem graça
sem montanhas geladas
cordilheiras mágicas ao amanhecer
sem vulcões ameaçadores, sem tempestades, tsunamis
mundo sem glamour, filme japonês sem legenda.
Eu fugi do mundo
do meu mundo sem aurora boreal
sem sol da meia noite na Noruega,
sem cordilheira dos Andes coberta de neve
sem os dolomitas
sem Veneza, seus barcos e suas canções
sem Paris no bateau mouche pelo Sena.
Na surdina
pé ante pé, sem olhar para trás, eu fugi como um cão
sem dono no mundo. Do meu mundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário