Alguém bate à porta
vou ver quem é
a estas horas tontas.
É a morte, amigo.
Chegaste afinal, senhora,
te esperava há tanto tempo
em vão.
Não questiono, nem lamento
chegaste na hora precisa em
que eu começava a escrever
meu único bonito poema de
amor...
Entre, por favor, fique à
vontade.
Vou me arrumar
meu único terno já estendido
meu par de sapatos já gastos
que caminhou sozinho pelo
mundo
enquanto eu pensava bobagens
poéticas.
Senhora, por favor, estou
pronto.
Agora, apenas uma pergunta,
se me permite a ousadia,
Por que demoraste tanto ?
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