também aquelas em que chorei
louvo os abraços de nunca mais
e os beijos de separação,
também aqueles que me humilharam
ofenderam e marcaram a fogo minha vida inteira.
Bendigo todas as despedidas
mesmo aquelas que não presenciei
o balançar tímido de mãos
que me deixou inerte
sem saber sorrir ou chorar.
Bendigo a cidade inencontrável
para onde foi (norte da Europa ?)
quem me deixou sem teto, caminho, lugar e jeito
para continuar vivendo,
onde sempre é outono e inverno.
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