destas santinhas
virgens a quem ninguém recorre
que prece nenhuma recebem
de cura ou sofrimento de amor.
Virgens sem nome, sem prestígio
sem marketing
por quem pessoa alguma acende velas
e vagam solitárias pelo céu.
Quem sabe marias sem sobrenome, sem altar,
virgens desocupadas,
não encontra uma de vocês
a nórdica que me abandonou sem mais nem menos
e deixou para sempre cravados em mim
aqueles olhos azuis de indiferença e desprezo.
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