(que não sei o nome
tenho sempre de perguntar a eles
não guardo nunca o nome dos passarinhos)
pousou na minha varanda improvável de Copacabana
me viu e fugiu em seguida
ele aprendeu que o bicho homem não merece confiança.
Sei que não tem nada a ver
mas me lembrei do Viterbo, um advogado gaúcho,
preso comigo na primeira prisão política em 1964.
Viterbo tinha visão e pressentimento :
quando saiu da prisão se matou dias depois.
Virou passarinho para me alegrar nas manhãs sombrias de Copacabana.
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